Rui Rio defende entendimentos do PSD ao centro

Rui Rio defende entendimentos do PSD ao centro

Rui Rio deixa alertas para a execução do Orçamento do Estado e discorda da proposta de Pedro Passos Coelho de uma frente de direita, entre PSD, Chega e Iniciativa Liberal. No Jornal 2 da RTP, o antigo líder social-democrata diz que os entendimentos devem ser feitos ao centro, e que muito eleitorado do PSD não votaria numa coligação à direita.

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Com a proposta de Orçamento do Estado para 2027 na ordem do dia, o antigo líder do PSD considerou que "uma das críticas" é o facto de "não trazer grande novidade".

Mas, na ótica de Rui Rio, um Orçamento do Estado tem como objetivo "fazer ajustamentos para aquilo que são as circunstâncias naquele ano" e "as políticas de fundo não têm de estar refletidas no Orçamento".

"Acho que o Orçamento, desse ponto de vista, está bem"
, considerou.

Contudo, a proposta de Orçamento do Governo para 2027 tem "um problema para o futuro": é "um superavit", as "contas equilibradas".

"Tínhamos de ter um superavit significativo",
entre 0,5 a 1 por cento, explicou. "Uma coisa mais robusta", porque a "dívida pública tem aumentado", assim como a taxa de juro.

"Temos de reduzir a despesa pública e não a relação entre a despesa pública e o PIB".

Ainda assim, é insuficiente, segundo Rui Rio.

Quanto ao crescimento do populismo e do Chega, Rui Rio admitiu "olhar com preocupação".

Além dos ventos de mudança que se vêem "no mundo inteiro", o antigo líder social-democrata aponta responsabilidades às criadas "linhas vermelhas" que deram "espaço ao Chega". Aliás, o "Chega nasce dentro do PSD".

Já quanto a uma solução de direita, proposta por Pedro Passos Coelho, para governar o país, Rui Rio preferia que as "soluções continuassem ao centro". Mas admite que uma coligação do PSD, IL e Chega pode ganhar umas eleições.

"A minha solução não era essa", acrescentou. "A solução para um partido como o PSD é apresentar as reformas que o país precisa e depois procurar passar as reformas".



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